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O turismo do Paraná registrou uma queda de 7,7% no volume de atividades em maio de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado paranaense ficou bem abaixo da média nacional. No Brasil, o volume das atividades turísticas recuou 1,6% no mesmo período.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Paraná também apresenta resultado negativo: queda de 3,9%. No cenário nacional, a variação acumulada até maio foi de apenas -0,1%.
E o Litoral?
Os números chamam atenção especialmente para o Litoral do Paraná, uma das principais regiões turísticas do Estado. Paranaguá, Morretes, Antonina, Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba formam um importante conjunto de destinos, que reúne praias, patrimônio histórico, gastronomia, turismo de natureza e atividades náuticas.
Uma pesquisa realizada pelo Governo do Paraná durante o Verão Maior 2026 mostrou a força do Litoral: 47,1% dos visitantes entrevistados disseram permanecer entre cinco e dez noites na região, enquanto 81,4% utilizaram o carro como principal meio de transporte. Paranaguá também apareceu entre os locais citados pelos turistas durante a pesquisa.
Por isso, o resultado negativo de maio merece atenção. Mais do que um número estadual, a queda coloca uma pergunta sobre o desempenho do setor no Litoral: o movimento fora da temporada de verão está sendo suficiente para manter a atividade turística aquecida?
O turismo tem impacto direto sobre hotéis, restaurantes, comércio, transporte, passeios e uma série de outros serviços. Para cidades litorâneas, manter o fluxo de visitantes durante todo o ano é um dos grandes desafios.
Os números do IBGE mostram que existe espaço para discutir estratégias capazes de transformar o Litoral em um destino cada vez menos dependente da alta temporada.


