Foto: JB Litoral
A defesa de uma política mais próxima da população marcou a passagem de Marquinhos Roque pela presidência da Câmara Municipal de Paranaguá. Em entrevistas concedidas durante sua atuação no Legislativo, ele destacou a necessidade de ouvir diretamente os moradores e levar as discussões públicas para além dos gabinetes.
A posição ganhou forma com a implantação da Câmara Itinerante, iniciativa que levou vereadores a comunidades como Ilha do Mel, Eufrasina e Colônia Maria Luiza. O objetivo era permitir que os moradores apresentassem suas reivindicações e acompanhassem o encaminhamento das demandas.
A política precisa sair dos gabinetes
Em entrevista publicada pela Folha do Litoral, Marquinhos Roque afirmou que o vereador precisava estar mais próximo da população.
Segundo ele, a Câmara Itinerante permitia conhecer as carências de cada região e encaminhar as solicitações aos órgãos responsáveis. A iniciativa também buscava aproximar moradores que tinham dificuldades para acompanhar presencialmente as atividades do Legislativo.
A experiência foi registrada como uma tentativa de criar um canal permanente entre as comunidades e o poder público. As reivindicações apresentadas eram reunidas em relatórios e encaminhadas para análise dos setores responsáveis.
Planejamento para além de um mandato
A discussão sobre participação popular permanece relacionada aos desafios atuais de Paranaguá. Uma cidade que cresce, amplia sua atividade econômica e enfrenta mudanças na mobilidade urbana precisa estabelecer prioridades e acompanhar os efeitos das decisões tomadas pelo poder público.
Temas como infraestrutura, habitação, transporte coletivo, preservação do patrimônio histórico, desenvolvimento econômico e ocupação do território exigem planejamento e continuidade.
Nesse contexto, a participação dos moradores não se limita à apresentação de reclamações. Ela também envolve o acompanhamento de projetos, a fiscalização das políticas públicas e a contribuição para a definição das prioridades municipais.
O debate sobre o futuro urbano
Em abril de 2025, a Conferência Municipal das Cidades reuniu representantes do poder público, entidades comunitárias e população para discutir o futuro urbano de Paranaguá. Entre os temas estavam a atualização do Plano Diretor, habitação, mobilidade, sustentabilidade e controle social.
A revisão do Plano Diretor também passou a ocupar espaço na agenda municipal. O documento estabelece diretrizes para o uso e a ocupação do solo, o desenvolvimento urbano e a organização territorial da cidade.
O que a população conhece sobre a própria cidade
A experiência da Câmara Itinerante mostrou que as comunidades possuem informações importantes sobre os problemas enfrentados diariamente.
Questões relacionadas a ruas, transporte, iluminação, serviços públicos, regularização e infraestrutura muitas vezes são percebidas primeiro pelos moradores. Ouvir essas experiências pode contribuir para que o planejamento público considere situações que nem sempre aparecem nos levantamentos administrativos.
Essa aproximação também fortalece a responsabilidade dos representantes eleitos, que passam a ter contato direto com as necessidades das diferentes regiões do município.
Participação popular como instrumento de planejamento
A participação popular pode ocorrer por meio de audiências públicas, conferências, conselhos municipais, consultas comunitárias e reuniões nos bairros.
O desafio é fazer com que esses mecanismos não sejam apenas formais, mas contribuam efetivamente para a construção das políticas públicas.
A própria Prefeitura de Paranaguá prevê a participação da população na elaboração dos planos de mobilidade urbana e transporte coletivo, por meio de audiências públicas e canais de contribuição.
Um tema que continua atual
A trajetória de Marquinhos Roque no Legislativo municipal inclui a defesa de uma Câmara mais próxima das comunidades. A Câmara Itinerante foi uma das iniciativas que procuraram transformar esse princípio em prática.
Anos depois, o debate sobre planejamento urbano e participação popular continua presente em Paranaguá.
O crescimento da cidade, a atividade portuária, a expansão urbana e as demandas por serviços públicos exigem decisões que considerem não apenas o presente, mas também os próximos anos.
A discussão, portanto, ultrapassa nomes, mandatos e partidos. Trata-se de definir como Paranaguá pretende crescer, quais são suas prioridades e de que maneira a população poderá participar das decisões que influenciarão o futuro do município.


