Enquanto a empresa celebra que a 'operação não parou', o cidadão de Paranaguá pergunta: quem cuida do nosso sossego?

Ontem, por volta das três da tarde, o som do alarme na Cattalini não foi um exercício. Foi uma 'ocorrência', uma 'falha', como eles mesmos admitiram em nota. Mas, enquanto as equipes internas corriam para seguir protocolos, o cidadão de Paranaguá,  aquele que mora ali do lado, que trabalha no entorno, ficou no escuro.

A nota oficial da empresa é de uma frieza que assusta. Dizem que 'todos os procedimentos foram seguidos' e celebram que a 'operação não parou'. Ora, para a Cattalini, parece que o mais importante é que os caminhões continuem rodando e os navios continuem carregando. Mas e a tranquilidade de quem ouviu a sirene e não recebeu um aviso no WhatsApp, uma mensagem da Defesa Civil ou uma explicação clara?

Que falha foi essa no CT1? O parnanguara não quer saber apenas que 'está tudo sob controle' após o susto. Queremos saber o que está sendo feito para que o alarme não precise tocar de novo. Segurança não se faz apenas com brigada de incêndio interna; se faz com transparência com a vizinhança.

Não basta ser o maior terminal de líquidos da América Latina se não conseguir ser o vizinho mais transparente de Paranaguá. O lucro, senhores, não pode ser mais alto que o som do alerta que tirou a paz da nossa gente ontem.