Alguns profissionais que moram em Curitiba não puderam se deslocar devido a barreiras de caminhoneiros no trajeto. Na UPA a previsão é que sejam 16 plantões a menos.

A greve dos caminhoneiros no Brasil, que nesta segunda-feira (28) entra no oitavo dia, está afetando alguns serviços da Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção (Semsap), em Paranaguá. A principal dificuldade é com deslocamento de servidores que moram em Curitiba e que não estão conseguindo chegar ao local de trabalho devido aos bloqueios que ainda persistem na BR-277. 

O secretário municipal de Saúde e Prevenção, Paulo Henrique de Oliveira, está em contato direto com o prefeito Marcelo Roque para informar sobre o atendimento à população. E disse que os reflexos da greve podem piorar caso a situação não se normalize. “Estamos aguardando a evolução da paralisação. Esperamos que haja um desfecho positivo o quanto antes para que nossa população não seja prejudicada”, salientou o secretário. 

Na UPA a situação é preocupante, conforme informou na manhã desta segunda-feira o superintendente de Urgências e Emergências da Semsap, Rafael Correia. “Para esta semana a nossa previsão é atendermos com 8 médicos a menos. Em nossa escala isso equivale a aproximadamente 16 plantões a menos. É uma situação bem preocupante”, declarou o superintendente. 

Boa parte dos funcionários do Centro Municipal de Diagnóstico (CMD) e do Hospital João Paulo II vem de Curitiba. Conforme Carlos Xavier, responsável pelo funcionamento dos locais, são três médicos especialistas (Pneumologista, pediatra e infectologia) e profissionais como fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e assistente social. “Estamos fazendo a remarcação destes atendimentos para as próximas semanas, pois tivemos um desfalque que impossibilitou esses profissionais de chegarem a Paranaguá”, explicou o coordenador. 

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS – Solar dos Girassóis) também teve o atendimento prejudicado. A utilização do horário de sábado para o transporte afetou diretamente os pacientes que realizam as atividades no local, conforme a diretora do Departamento de Saúde Mental da Semsap, Thais Pacheco. “Temos 80 pacientes e somente três apareceram hoje, pois vieram de bicicleta. Os que dependem de ônibus não vieram”, comenta a diretora. 

Médicos psiquiatras e psicólogos do CAPS que residem na capital também não estão conseguindo vir a Paranaguá por não terem abastecido seus automóveis. “Um psicólogo nosso não veio e o outro que está trabalhando já falou que tem gasolina só para amanhã. Um psiquiatra também falou que não conseguiu descer por falta de combustível. Estamos remarcando as consultas para as próximas semanas”, contou Thais Pacheco.

SECOM

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