Existe uma expressão que apesar de antiga é tão atual que podemos usá-la com frequência em nossos dia a dia de cidade: “Isso é para Inglês ver”.

Segundo João Ribeiro em “A língua Nacional”, essa expressão trata da atitude dos governantes do Brasil Império que ao sofrer as pressões dos Ingleses para que o tráfico de escravos africanos fosse combatido, tomavam atitudes ineficazes sem efeito prático nenhum, apenas para tirar o fóco das cobranças, e poder se justificar usando uma mentira publica.

A alguns meses atrás era comum se ver e ouvir os noticiários de tv usando a expressão moderna: “Cortina de fumaça”. Os negros foram livres, os Ingleses foram embora, mas o império aqui continua e os escravos mudaram de nacionalidade agora são brasileiros, e as ações dos imperadores não são mais para ludibriar os Ingleses mas sim para ludibriar os escravos que estão com suas mentes algemadas, as velhas técnicas de substituição de Valores por valores para que o império se perpetue.

Não há mais espaço para ações ineficazes em nossa sociedade, hoje em dia em qualquer empresa os níveis de produção e competitividade são fundamentais para se continuar justificando a presença do profissional nela, porque não aqui? A gestão à vista é um ferramenta poderosa e eficaz, além de motivadora e amplamente usada em todo o setor privado, porque não nas paredes públicas? Atividades “Culturais” não esgotam as águas das enchentes, ou a falta de aula para os alunos que estão prestes a ver seus planos de uma faculdade indo embora, devido a falta do diploma do segundo grau, enquanto os interesses da minoria política usa como escudo humano MENORES, tática amplamente usada por Hitler, Mussoline e Stalin. 

Talvez a ausência da transparência, é porque não há o que transparecer pois nada tem sido feito, nem mesmo um mover da batuta ética através de uma nota direcionando o povo parnanguara a ter esperança, pois em nome do “Passa a bola” deixamos a responsabilidade nas mãos de outros, mas acima do empoderamento de um cargo, está a confiança na liderança depositada por um povo, que faz com que o médico pegue em armas em caso de guerra, mesmo não sendo soldado. O vácuo na liderança é uma das causas da perca de territórios, pois entende-se que o atual precisa ser melhor que o antecessor não apenas em obras, mas em posicionamentos pelo povo. 

A relevância é realçada pela transparência, e não há relevância se tudo continua igual, normal, trivial, ( No sentido negativo ), vaporizado, precisamos atacar os problemas de frente com ações eficazes e profissionais antes que pontes caiam, casas sejam inundadas, crianças morram nas escolas como em São José dos Pinhais, e a corrupção retome suas forças.

Algo que precisamos refletir, e agir no sentido de profissionalizar os setores inócuos aos inimigos da sociedade, precisamos de equipes inteligentes e criativas, não de assinaturas de ponto para Inglês ver. Precisamos de Vida nos setores públicos, de oxigênio para a área de segurança antes que os policiais morram sufocados pelos roubos de motos em nossa Paranaguá, basta ir conferir os boletins de ocorrência na delegacia Civil, onde fui com um amigo e lá fiquei a manhã toda e a tarde precisei voltar pois não fui atendido até a hora do almoço.

Precisamos atacar os problemas sociais não apenas das minorias, mas também das maiorias, antes que os problemas nos ataquem. Sem se esquecer que: Não somos Ingleses! Enxergamos Bem!

Emerson Casburgo - Teólogo e Pastor
https://twitter.com/emersoncasburgo

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