Prestação de contas do Ministro da Saúde com os municípios do Litoral

Esteve em nossa cidade no último sábado o Ministro da Saúde Ricardo Barros, acompanhado da esposa, a Vice-Governadora do Paraná Cida Borghetti.

Barros é pai de Maria Victória Borghetti Barros que é deputada estadual e nas eleições de 2016, foi candidata à prefeitura de Curitiba pela coligação Renova Curitiba ficando em 4º lugar com 5,66% (52.576 votos).

A trajetória política de Ricardo Barros começou em 1988, quando se elegeu prefeito de Maringá (PR), com apenas 29 anos de idade.

No site do Supremo Tribunal Federal constam dez inquéritos contra Barros.
Ainda adormecem nas gavetas e salas dos tribunais pendências jurídicas de atos cometidos contra o Erário, servidores e a população após quase 25 anos.
Em 1990, enquanto a inflação atingia o estratosférico índice de 1.639,1% ao ano, segundo o IPC-Fipe da época, Barros simplesmente revogou a lei que reajustava trimestralmente o salário dos servidores, ocasionando uma perda em seus rendimentos da ordem de 36,22%.
Estima-se que perto de 3,5 mil pessoas, entre aposentados, pensionistas e herdeiros foram vítimas do golpe cujo desfecho se arrasta até hoje pelos tribunais. O valor da ação, segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá, é estimado em mais de 72 milhões de reais.

Em seu quinto mandato como deputado federal o engenheiro civil Ricardo Barros ocupa a cadeira de ministro da Saúde.
Desde que assumiu o cargo oferecido por Temer, suas pérolas são destaques em toda a imprensa. 

Logo na primeira entrevista como ministro, Ricardo Barros falou de fé para responder sobre a lei aprovada no Congresso Nacional que liberou o uso da fosfoetanolamina para combate ao câncer, mesmo sem comprovação clínica de eficácia. “Na pior das hipóteses, tem o efeito placebo. A fé move montanhas”, disse.

Barros causou arrepios ao dizer que é preciso rever o tamanho do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Barros foi criticado até pela própria filha depois da declaração sobre o uso do sistema de saúde brasileiro – a de que os homens vão menos ao médico porque trabalham mais do que as mulheres.

O ministro disse também que a maioria dos pacientes que procura atendimento na rede pública “imagina” estar doente e pouco depois de se tornar ministro, Ricardo Barros chamou o mosquito Aedes aegypti de “indisciplinado”. Segundo ele, essa indisciplina é que traz dificuldade de controlar doenças como a dengue e a zika. “Se o mosquito se comprometesse a picar só quem mora na casa era fácil, mas infelizmente ele não é disciplinado”.

O portal Nosso Paraná foi representado na oportunidade pelo colunista Luciano Costa que fez ao ministro algumas perguntas.

O portal Nosso Paraná foi representado na oportunidade pelo colunista Luciano Costa que fez ao ministro algumas perguntas. Foto: Nosso Paraná

No último sábado, em nossa cidade, Barros falou com os prefeitos do Litoral do Paraná e fez uma prestação de contas desde quando assumiu o ministério ainda interinamente com Temer em 2016. 

NP -  Qual a previsão para a vacina brasileira contra a dengue que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantam começar à ser aplicada na população brasileira?

Ministro Ricardo Barros - A vacina ainda tem 6 meses de testes em macacos e depois terá mais 6 meses de testes em seres humanos, ou seja, previsão para o início de 2018. Será em dose única e sem restrição de idade.

NP - Qual a previsão para os mosquitos estéreis biologicamente modificado da empresa Forrest Inovations serem lançados no Município de Paranaguá?

Ministro Ricardo Barros - Ainda falta a licença ambiental.

Neste momento o ministro orienta a vice-governadora e a deputada Yared para que resolvam esse assunto o mais breve possível. Disse também que é muito à favor dessa tecnologia e que Paranaguá e Maringá são cidades privilegiadas por ganharem essa ferramenta contra a dengue.

NP - Todas as Casas de Recuperação para dependentes químicos em Paranaguá trabalham de forma irregular, pois as exigências documentais e estruturais aumentaram muito, inclusive a maior Casa de Recuperação de Paranaguá foi interditada em Julho e até o momento ainda não conseguiu reabrir. Existe algum projeto no sentido de auxiliar essas Casas que em sua grande maioria são com membros voluntários?

Ministro Ricardo Barros - Realmente houve um erro do Ministério da Saúde e da Anvisa em mudar a legislação que estabelece as regras para esses tipos de Entidades. Pois na tentativa de transformar o que já era bom em ótimo, a grande maioria das Casas não conseguiu se adequar e foram obrigadas à fechar. O Ministro já está trabalhando no sentido de reformular essas regras para que mais Casas possam trabalhar no Brasil. Em relação à essa Casa de Paranaguá, o prefeito Marcelo e o presidente da câmara Marquinhos já estão por dentro do assunto e vão tomar as devidas providências no sentido de ajudar.

NP - Esperamos, de coração, que isso tudo não fique na conversa como sempre, pois de conversa a população de Paranaguá está cheia!

Ministro Ricardo Barros - Quero deixar bem claro que estamos fazendo apenas a prestação de contas do Ministério da Saúde, em momento algum vim até Paranaguá para prometer nada!

Palavras com ação

A população de Paranaguá se frustrou com a notícia do estado que a saúde da cidade estava enfrentando. O prefeito anterior, que é médico, deixou adoecer uma das mais importantes secretarias. 

O prefeito Marcelo Roque, em entrevista para nossa reportagem, disse que a saúde tem caminhado com recursos do próprio município. 

A vinda do Ministro oficializou um repasse de R$ 3,2 milhões para o Litoral do Paraná.
Uma esmola se tratando de repasse oriundo do Governo Federal. 

É importante ressaltar que Paranaguá caminha melhor e as ações estão sobrepondo as palavras e o Secretário de Saúde de Paranaguá, Paulo Henrique Oliveira, tem apresentado resultados em poucos dias no comando da pasta e o prefeito Marcelo Roque tem acompanhado tudo de perto.

Ainda é prematuro avaliar com mais detalhes as ações do Governo Roque, entretanto é notório que a Prefeitura age com rapidez para solucionar os problemas, principalmente na área da saúde, deixadas pelo governo anterior.

A expectativa que não tínhamos com Kersten renasce com Marcelo e isso nos faz acreditar que dias melhores virão. A união da equipe de governo de Marcelo Roque nos habilita para tal esperança. 


Seme Said é diretor do portal Nosso Paraná
https://twitter.com/semesaid 

Colaborou: Luciano Costa

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Vídeo "puxão de orelhas" publicado no Facebook da filha do Ministro


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