Estamos chegando a marca recorde de 4 anos de retração econômica, pela primeira vez na história. Milhões desempregados e outros tantos no subemprego.

Não há nenhuma providência econômica real que possa tirar o país desse atoleiro econômico.

Fundos públicos que poderiam financiar a retomada do crescimento, como o Previ, Postalis, Petros e outros, estão quebrados.

Bancos de Investimento sem recursos nacionais, sem perspectivas de investimentos estrangeiros pelo rebaixamento das qualificações nacionais nas agências de monitoramento internacionais, quer tornam os juros impraticáveis no mercado.

Não há investimentos na educação, segurança, saúde, infraestrutura e emprego.

Pessoas morrendo na fila da UPA, Hospitais sem medicamentos e leitos, policiais sem projéteis, com coletes vencidos, sem combustível para viaturas, paralisação nas construções de CMEI´s, escolas e transporte escolar, paralisação do FIES e PROUNI, corte nos investimentos em pesquisa, estradas entregues à iniciativa privada, obras inacabadas, superfaturamentos em todos os cantos...

Governos municipais de pires na mão, órfãos de recursos públicos devido à falta de comando, competência e capacidade de seus gestores, cuja tragédia é amplificada pela subserviência das câmaras municipais, sedentas pelas nomeações de cargo em troca de votações. 

Governos estaduais falidos, com salários em atraso, sem perspectivas de investimento, metendo a mão nos fundos judiciários e previdenciários, cometendo o mesmo tipo de tratamento hierárquico, trocando apoio nas Assembleias por cargos e nomeações de todo tipo.

Prefeitos, Presidentes da Câmara, Vereadores, Governadores, Secretários... um sem número de patifes presos e outro incontável número de denunciados em crimes que romperam todas as fronteiras do absurdo e levaram o país ao fundo do poço.

Um judiciário que, salvo raras exceções, continua servil ao poder. Deixa de olhar e proteger aquele que é o seu maior patrimônio: a nação e seu povo. Hoje o STF lambeu as botas do Senado.

Quanto ao governo federal, todo tipo de adjetivo negativo já foi usado pela sociedade em manifestações pelas ruas, nos plenários, nas conversas de botequim, nas filas das lotéricas. Incrédulo, o povo não sabe mais o que fazer.

Prisões, denúncias, conchavos e esquemas tomam conta de Brasília.

A única saída é continuar enfrentando esse tipo de coisa.

Perde-se uma batalha, ganha-se outra. Demora para a água limpa purificar o lodo. Tenhamos perseverança.

Que país é esse? É a por... do Brasil!


Fabiano Elias - Advogado e foi vice-prefeito de Paranaguá
https://twitter.com/fabianoelias

A publicação deste colunista não reflete, necessariamente, a opinião do portal Nosso Paraná.


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