Maranata!

Estar nas academias e fazer parte de um ministério voltado ao conhecimento fizeram-me questionar: Quem não precisa de Deus? Como as instituições que produzem tanto conhecimento podem ser tão frias” quanto à existência de Deus?

No século XIV, o mundo passou por uma revolução (cabe a você, leitor, entender-se se é espiritual ou não) que mudou o comportamento humano e suas ideias “entraram” em muitas denominações religiosas. Essa revolução foi o Renascentismo com o pensamento antropológico, cujas ideologias teocêntricas (Deus como centro do Universo) saem de destaque e a valorização do homem ganha espaço em tudo: artes, literatura, nos mais diferentes estilos culturais “a idéia de que cada um é responsável pela condução da sua vida, a possibilidade de fazer opções e de manifestar-se sobre diversos assuntos acentuaram gradualmente o individualismo. É importante percebermos que essa característica não implica o isolamento do homem, que continua a viver em sociedade, em relação direta com os outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar decisões.” (Portal São Francisco).

Nesse período teve o avanço das tecnologias, da matemática, da física, da medicina. No âmbito cultural destacaram-se Galileu, Alighieri (A Divina Comédia) na literatura. A Igreja romana perdeu seu poderio e dividiu força com a “burguesia”.

O Renascimento desenvolveu, inicialmente, na Itália e se espalhou rapidamente pela Europa, e fez a imagem de um homem intelectual, uma concepção de vida: “o homem é a medida de todas as coisas”.

Os pensamentos renascentistas são ensinados nos mais diversos centros acadêmicos, isso forma uma geração de jovens que entendem que são capazes de tudo por si só, mas todos precisam de Deus. O conhecimento leva a lugares inalcançáveis e a graça de Jesus leva ao céu. Mestres, doutores, escritores também precisam de Deus. A teoria antropológica pode ser considerada nestes ambientes intelectuais, mas Deus deve ter seu espaço garantido no coração das pessoas. Deus gosta do conhecimento, Ele não quer pessoas negligentes, nem omissas.

A Bíblia apresenta diversos textos sobre a importância do saber, escrito por Salomão, considerado um homem cheio de sabedoria: “O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.” (Provérbios 15:33), “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.” (Provérbios 1:7), “Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.” (Provérbios 8:11). Só o estudo fará com que conheçamos a Deus, logo é necessário ler a Bíblia.

De alunos a doutores, Jesus tem amor por todos e quer que Sua graça os alcance.

Desejo que a Maravilhosa Graça aqueça o coração de todos os universitários e de todos que contribuem na formação de pessoas. A razão e a fé parecem ser distintas, mas uma completa a outra. A razão não anula a existência do Criador, mas confirma seu poder.

Dica de filmes: “Uma questão de fé” e “Deus não está morto”. Ambos discutem sobre a fé dentro de instituições. Você vai gostar!

E minha homenagem especial ao prof. Oziel Tavares. Professor do curso de história da FAFIPAR (agora Unespar - Paranaguá), diretor da FAFIPAR (1993) e Presidente do Centro de Letras de Paranaguá. Ele sempre esteve nos ambientes culturais e nunca largou sua fé, seus escritos sempre mencionavam sobre Deus.

Encerro com as palavras do filme Deus não está morto: “Deus é bom o tempo todo, em todo o tempo Deus é bom”.

Feliz Sábado!



Leandro Mendes
Coordenador Geral do 
Ministério de Universitários Adventistas - ASP
www.facebook.com/leandro.mendes.79219

A publicação deste colunista não reflete, necessariamente, a opinião do portal Nosso Paraná.

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