15/05/2018

Atualmente a vida e a carreira de todo gestor é submetida a julgamentos e críticas de todas as espécies. E, para que o gestor possa se manter no exercício de sua função, toda instituição estabelece critérios para avaliação de sua atuação, como por exemplo: resultado e desempenho. Observa-se que, nem sempre atingir resultados demonstra o melhor desempenho, se pensarmos que as vezes o líder que consegue o melhor lucro é uma daquelas pessoas tóxicas que consegue seu resultado em detrimento da exaustão psicológica de toda uma equipe.

Isso vale tanto para o setor público quanto para o setor privado e para garantir que o desempenho do seu gestor seja realmente efetivo a avaliação da atuação deveria sempre levar em conta os valores que ele prega e a forma como trata os problemas de suas equipes.

Os valores que para alguns são essenciais, para outros serão completamente dispensáveis, sempre dependendo do ideal e das características que se espera de tal líder.

Em 1513 Maquiavel já analisava as características e a ações necessárias para manutenção do poder de liderança, tratando desde a forma como um príncipe deve agir perante seus súditos e amigos, ensinando que é melhor ao príncipe ser temido do que ser amado.

 Maquiavel explicava que para manter-se adorado é necessário que o líder saiba utilizar os vícios e as virtudes necessárias, defende que é melhor a um príncipe ser temido do que ser amado, mostrando que as amizades feitas quando se está bem, nada duram quando se faz necessário, sendo que o temor de uma punição faz os homens pensarem duas vezes antes de trair seus líderes. Diz também que a morte de um bandido apenas faz mal a ele mesmo, enquanto a sua prisão ou o seu perdão faz mal a toda a comunidade. O líder deve ser cruel quanto às penas com as pessoas, mas nunca no caráter material; "as pessoas esquecem mais facilmente a morte do pai do que a perda da herança".

 A história ensina que os gestores que souberam aproveitar e contextualizar os ensinamentos de Maquiavel tiveram sucesso, mantendo-se no poder nem sempre aqueles que tiveram as melhores intenções, mas, sim, aqueles que souberam usar as melhores estratégias. Hitler é um exemplo disso.

Cabe ao eleitor saber analisar, e distinguir os lobos disfarçados em peles de cordeiros, principalmente no tocante ao futuro do nosso Estado. 




Paulinho Oliveira é cientista político, administrador de empresas, bacharelando em Direito, empresário, secretário municipal de saúde e prevenção da prefeitura de Paranaguá,e presidente estadual da juventude do PODEMOS no Paraná.

A publicação deste colunista não reflete, necessariamente, a opinião do portal Nosso Paraná.




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